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Presos em operação estão no quartel da PM e planejavam nova greve para esta semana

O soldado Leonardo Fernandes Nascimento; Cláudia Bispo, mãe de um policial militar; Angela Souza, esposa de PM, e o ex-soldado Walter Matias Lopes tiveram as prisões preventivas decretadas. Investigações apontaram que os quatro detidos estavam planejando uma nova greve nos batalhões e unidades da PM no Estado. Movimento estava previsto para começar na noite desta segunda

Presos em operação estão no quartel da PM e planejavam nova greve para esta semana
Presos em operação estão no quartel da PM e planejavam nova greve para esta semana
cbn

As quatro pessoas apontadas pelo Ministério Público Estadual (MPES) como principais articuladoras do movimento grevista da Polícia Militar no Estado estão presas no Quartel da PM, em Maruípe. Elas foram encaminhadas à unidade carcerária do local durante a tarde desta segunda-feira (20). As investigações apontaram que os quatro detidos estavam planejando uma nova greve nos batalhões e unidades da PM no Estado. O movimento estava previsto para começar na noite desta segunda.

O soldado Leonardo Fernandes Nascimento; Cláudia Bispo, mãe de um policial militar; Angela Souza, esposa de PM, e o ex-soldado Walter Matias Lopes tiveram as prisões preventivas decretadas.

As prisões foram autorizadas pela juíza da 4ª Vara Criminal de Vitória, Gisele Souza de Oliveira. Ela deferiu pedido feito pelo MP-ES, para que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por meio da operação “Protocolo Fantasma”, realizasse o cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão em vários municípios da Grande Vitória.

Com autorização da Justiça, ligações telefônicas entre os detidos foram interceptadas. Em um telefonema entre Claudia e Angela feito na última quinta-feira (16), as duas combinam como será a próxima manifestação. “Tem que ser mais mulheres, em primeiro lugar no interior, em Alegre. Tão querendo fechar lá. Já falaram comigo que querem fechar lá”, contou.

As duas também afirmam que é preciso impedir a saída das viaturas dos batalhões. Na ligação, as viaturas são chamadas de “baratinhas”. “Tem que ser assim mesmo mona, se as baratinhas não estiver na rua, nada feito. Atrapalhamos quem vai entrar e quem vai sair. Quando será isso? Tem que ser para ontem, por isso as assembleias lá em casa. As meninas falaram que tem que ser fechado (sic)”, afirmou.

A ação, de acordo com o pedido do MP-ES, tem como principal objetivo a reprodução de provas para o processo criminal que visa identificar e punir os responsáveis pela fomentação dos movimentos que têm impedido a PM de atuar no Estado de forma regular.

Outro lado

O advogado Jodemir Silva, que defende Matias, não quis se manifestar e o advogado de Leonardo não foi localizado. Claudia, já detida, informou que “estava lutando pelos direitos dos nossos maridos e da família de cada um de vocês também”, disse.

Ângela, que chegou a fazer um vídeo de sua prisão na manhã desta segunda, disse que “se sentiu como bandida, pois confiscaram até os celulares dos filhos dela”.